
Carro trafega na contramão, na avenida Faria Lima, zona sul de São Paulo, na tarde deste sábado
Fonte: UOL Fotos
Informes e Debates sobre Riscos, Acidentes e Ameaças aos transeuntes das calçadas do Rio de Janeiro e seus agravos à Saúde Pública, incluindo atropelamentos, mas também a causalidade de patologias como obesidade infantil e a depressão de idosos.
No último dia da Semana Nacional de Trânsito, uma criança de 7 anos foi atropelada em frente a uma escola em Jacarepaguá, na Zona Oeste. A semana do trânsito tem como principal objetivo alertar os motoristas sobre os perigos ao volante.
Os riscos da imprudência e do excesso de velocidade - segundo o Detran, sete pessoas morrem por dia, vítimas de acidentes, nas ruas do Rio. No atropelamento desta manhã, o motorista sequer prestou socorro ao menino.
O atropelamento foi antes das 7h. O portão da Escola Municipal Frederico Eyer ainda estava fechado. Testemunhas contam que um caminhão e um ônibus seguiam no mesmo sentido, quando houve o acidente.
O motorista do caminhão teria visto o estudante, que estava em uma bicicleta e conseguiu desviar. Mas o motorista do ônibus que, segundo moradores, dirigia em alta velocidade, atropelou o menino e fugiu sem prestar socorro. Tiago Luis da Costa, de 7 anos, morreu na hora.
O irmão mais velho estava na calçada e viu tudo. A mãe não se conforma com a imprudência dos motoristas. “Falta segurança, falta um quebra-molas. Dizem que já pediram, mas não colocaram até hoje”, reclama.
Moradores e estudantes revoltados invadiram a escola. Houve confusão e a direção não quis gravar entrevista. Com pedras e pedaços de madeira, a comunidade fechou a rua para impedir a passagem dos carros. A sensação de pais e mães de alunos é só uma. “Estou muito preocupada, sem saber o que fazer. Hoje foi ele. Amanhã pode ser um dos nossos”, aponta uma mãe.
A prefeitura informou que a Rua Monte Sião é uma via residencial, sem volume de tráfego. Segundo a prefeitura, em função do acidente de hoje, a CET-Rio vai estudar o local para melhorar a sinalização de área escolar.
A Guarda Municipal informou que a escola fica numa área considerada de risco e por isso os agentes não atuam na região. A polícia ainda não tem informações sobre o motorista que atropelou o menino.
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Já está provado que a imprudência dos motoristas é uma das principais causas de acidentes. O desrespeito à lei se vê nos carros de passeio e nos veículos de carga. Como fez um caminhão, na Rodovia Washington Luiz.
As imagens foram feitas ontem à noite na BR-040, que liga o Rio de Janeiro a Juiz de Fora, em Minas Gerais. A carga amarrada é coberta por uma lona, e está tombada para o lado direito. O eixo do caminhão fica completamente torto, com risco de provocar um acidente.
Já na Linha Vermelha, os motoristas que trafegavam, ontem à noite, encontraram um longo trecho às escuras. Grande parte da via estava completamente sem iluminação.
Segundo a coordenadoria de vias especiais, responsável pela Linha Vermelha, o problema da falta de energia foi causado por um defeito na chave da Light. A empresa foi comunicada e vai resolver hoje.
Sobre o caminhão, a Polícia Rodoviária Federal informou que esse tipo de veículo deveria ter sido parado pela polícia, mas naquele trecho, os agentes ficam mais concentrados na questão da segurança.
O motorista deveria receber uma multa por infração grave e ficaria retido até regularizar o acondicionamento da carga.
Fonte: RJTV - 25/09/07
O pátio da escola é um local de recreação. Mas também é o lugar faz parte de uma estratégia para tratar de um assunto muito importante: a segurança no trânsito. Os alunos deixaram a sala para simular no pátio o trânsito de uma cidade e todas as situações que podem acontecer. No pátio, os alunos são divididos em motoristas, pedestres, guardas de trânsito.
“Nós trabalhamos de forma lúdica uma coisa extremamente importante, que é a segurança no trânsito. Nós incentivamos as crianças a, desde cedo, respeitar as regras e leis de trânsito”, ressalta a professora Marilene da Silva.
Na minicidade montada no pátio do colégio, quase todos os quarteirões têm sinais que organizam o tráfego. Placas alertam os pequenos motoristas e pedestres. “Temos a placa de ‘pare’, ‘vá em frente’, ‘não ultrapasse a velocidade de 80 quilômetros por hora’ e ‘é proibido virar à direita’”, enumera o pequeno Luca Silveira Santos, de apenas 6 anos. Quem comete infração é punido com multa. Exatamente como no trânsito de uma cidade de verdade.
Os alunos têm entre 5 e 6 anos de idade. Com os exercícios aprenderam as regras da boa convivência no trânsito, o que muitos adultos, já experientes, muitas vezes parecem ter esquecido.
O esforço destes pequenos cidadãos é para mudar uma estatística que assusta muito. O trânsito no Brasil mata mais do que muitas guerras. Só no estado do Rio de Janeiro, segundo o Detran-RJ, morrem, por dia, sete pessoas. Em 2007, mais de 37 mil motoristas, passageiros e pedestres foram vítimas de acidentes. Muitos deles são jovens. Pelos números do Detran-RJ, em 2006, duas pessoas em média com idade entre 20 e 24 anos morreram em acidentes a cada dia. Outras 24, na mesma faixa etária, ficaram feridas.
As estatísticas motivaram a escolha do tema da campanha da Semana Nacional de Trânsito de 2007, que pede aos jovens paz e amor no trânsito. “O jovem tem uma certa característica de querer impressionar, seja uma garota ou os amigos, e acaba cometendo o excesso de velocidade. O jovem tem uma sensação de poder sobre a máquina, e acaba abusando. Além disso, ainda tem o problema do uso de drogas e bebidas alcoólicas”, explica Alda Araújo, diretora do Detran-RJ.
O perigo no trânsito sempre foi tema constante nas conversas entre Sérgio e André, muito antes de o filho ter idade para dirigir. “Eu sempre falo com meu filho sobre o aspecto da cidadania no trânsito. É extremamente importante dirigir preocupado em não atrapalhar, em não atropelar”, ressalta o administrador Sérgio Bispo.
O assunto, agora, é ainda mais freqüente. Há dois meses, o estudante André Bispo tirou a primeira carteira de habilitação. Ele ganhou um carro, assumiu mais responsabilidades, mas continua com o acompanhamento do pai. “Ele vai me dando as dicas, vai passando as coisas e eu vou executando”, conta André. “Uma preocupação muito grande é em relação a álcool e direção. A gente cansa de ver acidentes por causa dessa combinação perigosa”, alerta Sérgio.
Além da preocupação com a bebida, a velocidade também faz parte da discussão em família. Sérgio escolheu um carro menos potente para presentear o filho. “Não é necessário ter mais do que um carro 1.0 para andar na cidade, ou até para viajar. Se você considerar os limites de velocidade praticados no país, o carro 1.0 cumpre isso perfeitamente”, observa Sérgio.
Anjos da Night: conscientizando que bebida e direção é uma mistura perigosa
O início da noite é o horário que este grupo de jovens começa a se preparar para entrar em ação. O figurino é sugestivo: eles se transformam em anjos da noite, no projeto Anjos da Night. A missão: percorrer bares e boates do Rio para conversar com os freqüentadores, todos na mesma faixa etária deles. E convencer que a mistura bebida e direção pode ser muito perigosa.
A tarefa nem sempre é fácil. Eles competem com o barulho das músicas, da conversa alta e a sedução da bebida, que está ao alcance dos olhos e das mãos dos clientes do bar. “Tem que ter jogo de cintura, até porque, às vezes, a pessoa está em uma conversa particular, ou já está meio calibrada. Você tem que chegar com calma e saber até que ponto você pode ir e tentar conscientizar a pessoa da melhor forma possível, sem ser chato”, explica Luiz Carlos Figueiredo Júnior, um dos anjos da night.
O projeto começou há dois meses. Nos fim de semana, a equipe, vestida de anjo, circula em vários pontos da cidade do Rio com a mensagem da prevenção. A iniciativa foi do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes do Município do Rio do Rio de Janeiro, que percebeu entre os clientes a falta de conscientização.
“Nossa função, assim como a dos órgãos públicos, é chamar a atenção para esse fato. Não se deve exagerar na bebida para pegar o carro depois. Essa combinação é, realmente, muito perigosa. Se você exagerar no álcool, pegue um táxi ou passe o carro para um amigo. Além de botar a sua vida em risco, você também pode tirar a vida de outras pessoas”, alerta Leonardo Feijó, diretor do sindicato.
Fonte: RJTV - 23/09/07
A imprudência de motoristas voltou a provocar acidentes, no fim de semana. O dono de um carro que causou a morte de um motociclista ontem de manhã na Barra da Tijuca está sendo procurado pela polícia.
Outros três motoristas foram detidos por dirigir embriagados e causar vários estragos nas ruas de Ipanema e Copacabana.
O barulho acordou moradores. Na Rua Santa Clara, em Copacabana, 12 carros estacionados foram danificados. Os prejuízos foram causados pela médica Clayre Maria Bonfim Lopes, de 60 anos, que perdeu o controle da direção. Ninguém ficou ferido. Quem testemunhou o caso, preferiu não se identificar.
“Bateu em um carro que estava parado, bateu na frente, subiu a calçada. Só ouvimos o barulho. Parecia boliche”, conta uma testemunha.
Perto dali, na Avenida Atlântica, o segundo acidente. O consultor Renato da Silva Netto, de 35 anos, bateu com o carro em outro veículo.
Em Ipanema, mais destruição. A cabine da PM foi parar, destruída, no meio da Avenida Vieira Souto. Por sorte, ela estava vazia. O motorista que dirigia o carro, o publicitário Rafael Santos Pereira, de 24 anos, escapou sem ferimentos.
Os três acidentes tiveram uma característica em comum, que revela imprudência ao volante. O Instituto Médico Legal confirmou que os três motoristas dirigiam embriagados. Eles foram presos, mas liberados depois do pagamento de fiança. A médica Clayre Maria Bonfim Lopes e Rafael Santos Pereira tiveram que desembolsar R$ 7 mil. Renato da Silva Netto, R$ 5 mil.
Na manhã de domingo, na Barra da Tijuca, a imprudência de um motorista não provocou apenas danos materiais.
Testemunhas contaram na delegacia que um carro de cor escura deu fechadas em vários outros que circulavam pela Avenida Lúcio Costa, a antiga Sernambetiba. Um motociclista teria acelerado para tomar satisfação do motorista.
Ainda segundo testemunhas, o motorista se irritou e acabou jogando o carro contra a moto, que bateu violentamente em outro veículo. O comerciante Maurício Guimarães de Souza, de 47 anos, morreu na hora.
“Quando eu fiz o contorno, senti o impacto da moto a 180 km/h. Atravessou, cortou meu carro, voou. Provavelmente ele quebrou o pescoço e faleceu”, aponta Anderson de Souza.
Dirigir sob efeito de álcool é crime pelo Código Nacional de Trânsito. Se condenado, o réu pode pegar de seis meses a três anos de prisão, além de pagar multa, ter a carteira suspensa ou ser impedido de tirar nova habilitação. A pena pode aumentar no caso de haver lesão corporal, homicídio culposo (quando não há a intenção de matar), ou dano patrimonial.
Apesar de o Código de Trânsito ter tornado as multas e punições mais pesadas,
os acidentes continuam acontecendo. Será que os motoristas que se envolvem em acidentes estão perdendo as carteiras? Os três motoristas que foram presos ontem, por exemplo, não perderam a habilitação. O presidente do Detran, Antônio Francisco Neto, explica.
RJTV – O que aconteceu?
Antônio Francisco Neto – A carteira não foi apreendida porque a lei dá amplo direito de defesa. Se, por ventura, for comprovado que havia consumo de bebida alcoólica no acidente, eles podem ter a carteira suspensa por até um ano. Em caso de reincidência, por mais um ano.
É importante o motorista ter consciência.
Sim. No Rio de Janeiro, há sete mortes por dia. É um índice muito alto. Só vamos mudar essa realidade mudando atitudes. Só com a educação vamos mudar esse quadro. Só no ano passado, foram mais de 2,5 mil mortos no trânsito no estado, mais de 35 mil pessoas envolvidas em acidentes de trânsito.
O advogado da médica Clayre Maria Bonfim Lopes disse que ela foi submetida ao teste do bafômetro, que deu negativo. Ele contesta o laudo que confirmou a embriaguez.
Hoje de manhã, um acidente provocou congestionamentos no Engenho de Dentro, no Subúrbio do Rio. Um ônibus bateu em um táxi próximo à estação de trem do bairro.
O carro acabou batendo no muro da estação ferroviária. O taxista ficou ferido e foi levado para o Hospital Salgado Filho, no Méier.
Fonte: RJTV - 24/09/07
A polícia ainda não tem pistas do motorista que provocou a morte de um motociclista, ontem de manhã, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Na madrugada de domingo, outros três motoristas foram detidos por imprudência. Todos dirigiam embriagados, segundo o Instituto Médico Legal, e provocaram estragos em ruas de Ipanema e Copacabana, na Zona Sul.
Três acidentes e uma característica em comum. O IML confirmou que os motoristas dirigiam embriagados. Na Rua Santa Clara, em Copacabana, a médica Clayre Maria Bonfim Lopes, de 60 anos, perdeu o controle da direção e bateu em 12 carros. Ninguém ficou ferido.
Quem testemunhou o caso, preferiu não se identificar. “Bateu no carro que estava parado, bateu na frente, subiu a calçada, voltou para a pista, bateu adiante... e aí, fomos só ouvindo os barulhos. Parecia boliche”, contou o homem que assistiu à batida.
Na Avenida Atlântica, o segundo acidente: o consultor Renato da Silva Netto, de 35 anos, bateu com o carro em outro veículo.
Na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, a cabine da PM foi parar, destruída, no meio da pista.
Por sorte, ela estava vazia. O motorista que dirigia o carro, o publicitário Rafael Santos Pereira, de 24 anos, escapou sem ferimentos.
A imprudência ao volante levou os três motoristas para a cadeia. Eles foram soltos depois do pagamento de fiança.
A médica Clayre Maria Bonfim Lopes e Rafael Santos Pereira tiveram que desembolsar R$ 7 mil. Renato da Silva Netto, R$ 5 mil.
Na manhã desse domingo, trânsito confuso na Avenida Lúcio Costa, a antiga Sernambetiba. Resultado de um grave acidente que não provocou apenas danos materiais. Testemunhas contaram na Delegacia da Barra da Tijuca que um carro de cor escura deu fechadas em vários outros que circulavam pela avenida.
Um motociclista teria acelerado para tomar satisfação do motorista. Ainda segundo testemunhas, o motorista se irritou e acabou jogando o carro contra a moto, que se chocou com outro veículo.
O comerciante Maurício Guimarães de Souza, de 47 anos, morreu na hora. “Quando fiz o contorno, senti o impacto da moto, que vinha a aproximadamente 180km/h. Atravessou, cortou meu carro ao meio e voou cerca de 8, 9 metros, e, provavelmente, quebrou o pescoço e veio a falecer”, disse Anderson de Souza, que dirigia o carro com o qual a moto se chocou.
O motorista que provocou o acidente na Barra fugiu. A polícia ainda não sabe a placa do carro, um Toyota Corola, mas pede a quem souber que ligue para o telefone do Disque-Denúncia: (21) 2253-1177.
Sobre os outros três acidentes: dirigir sob efeito de álcool é crime previsto pelo Código Nacional de Trânsito. Se condenado, o réu pode pegar de seis meses a três anos de prisão, além de pagar multa, ter a carteira suspensa e perder o direito de tirar nova habilitação. A pena pode aumentar, caso haja vítimas ou dano patrimonial.
O artigo 277 do código classifica a condução de um veículo por pessoa alcoolizada como infração gravíssima. As punições administrativas vão da apreensão do veículo à perda de sete pontos na carteira, o recolhimento da habilitação e o pagamento de multa no valor de R$ 957,50.
Fonte: RJTV - 24/09/07
Quatro pessoas morreram em dois acidentes nas estradas do Rio, no fim da noite de ontem. Na Rodovia Rio-Santos, um microônibus e um carro bateram, próximo a Angra dos Reis. Um casal e a filha, que viajavam no carro, morreram na hora. Sete passageiros do microônibus ficaram levemente feridos.
Na Rodovia Rio-Petrópolis, o motorista de um caminhão que seguia em direção à serra perdeu o controle na altura de Jardim Primavera, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A carreta atravessou a pista e bateu em três carros que seguiam para o Rio. Um motorista morreu.
Fonte: RJTV - 22/09/07
Os jovens são as maiores vítimas do trânsito no estado do Rio. Segundo uma pesquisa do Detran, 47% dos acidentes envolvem pessoas de até 29 anos.
As estatísticas do Detran mostram que os jovens são os motoristas mais imprudentes do estado. São eles, os que mais cometem infrações. Na lista de irregularidades, estão: o avanço de sinal; a falta do cinto de segurança; e o uso de celular (foto).
O excesso de velocidade lidera o ranking. De janeiro a abril deste ano, já foram aplicadas 221.522 multas no estado. O filho de Ana Mateus morreu atropelado no ano passado. O carro estava acima do limite permitido.
“Se o carro estivesse em uma velocidade adequada, teria conseguido evitar a colisão”, diz a mãe de uma vítima, Ana Mateus. Ela agora faz parte de um grupo de apoio a famílias de vítimas do trânsito. “Eu resolvi começar a trabalhar para evitar que outros casos acontecessem. Ele me dizia: ‘Mãe, saí do sofá, vai fazer alguma coisa’. Hoje eu digo para ele: ‘Filho, você conseguiu me tirar do sofá”, lembra Ana Mateus.
Quase metade das pessoas que morrem em acidentes tem menos de 29 anos. As estatísticas alertam para o número de mortes de jovens no trânsito do Rio de Janeiro. Em um ano, o número de vítimas subiu 8,1%. Por isso, o Detran começou uma campanha para conscientizar esses motoristas.
“O objetivo é falar uma linguagem que possa dizer: ter segurança no trânsito é bom, é moda”, explica a coordenadora de estatísticas do Detran, Alda Araújo, que viu a estatística se confirmar na história da própria família.
“Esse número tem um nome: Lucas, o nome do meu filho. Na verdade, a gente pensa sempre que isso não vai acontecer com a gente, mas acontece. Pessoas morrem, pessoas ficam mutiladas, pessoas têm seus sonhos interropidos, e o que vai dizer? ‘Foi mal, desculpa’”, finaliza a coordenadora do Detran, Alda Araújo.
Fonte: RJTV - 22/09/07
Como parte das atividades da Semana Nacional de Trânsito, a Prefeitura de Curitiba lançou ontem uma pesquisa comportamental para traçar o perfil dos motoristas do município. Além da ação, desenvolvida pela Diretoria de Trânsito (Diretran) em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), também foram lançados o 1.º Softran, um concurso para o desenvolvimento de softwares educativos de trânsito, e uma campanha de valorização do transporte coletivo feita em cartões telefônicos. As iniciativas foram anunciadas pelo presidente da Urbanização de Curitiba S.A., Paulo Schmidt.
Segundo a chefe da Unidade de Educação e Cidadania da Diretran, Maura Moro, a pesquisa será realizada até o final do ano em meio eletrônico, na internet, e impresso, em atividades organizadas pela Prefeitura. Ainda segundo ela, todos os condutores, até de bicicletas, estão aptos a participar. “A única diferenciação a ser feita é entre o motorista profissional e o que dirige apenas para deslocamentos”.
De acordo com a coordenadora de projetos de promoção da saúde da SMS, Márcia Krempel, o objetivo é traçar o perfil para conhecer melhor quem se envolve em acidentes de trânsito. “Hoje, a maioria das ocorrências acontece por conta de fatores comportamentais e não por problemas na infra-estrutura”, afirmou. De posse dos resultados da pesquisa, Márcia afirma que a Prefeitura poderá atingir de forma mais eficiente o público-alvo das campanhas educativas de trânsito. “Entendendo como esse motorista de alto risco pensa, fica mais fácil sensibilizá-lo para a questão”, concluiu.
Softran
Feito em parceria com a Positivo Informática, o concurso Softran é destinado para a elaboração de um software educativo de trânsito. Segundo Maura, a competição é dividida em três categorias: ensino fundamental, de 1.ª a 4.ª séries; ensino fundamental, de 5.ª a 8.ª séries, e ensino médio. “O edital para a disputa está sendo analisado pelo departamento jurídico da Prefeitura e deve ser lançado em breve”, explicou. A idéia é disponibilizar os programas elaborados para escolas públicas e particulares da cidade.
Cartões
Já em parceria com a Brasil Telecom, será lançada uma série de cartões telefônicos com mensagens de valorização do transporte coletivo. Segundo o gerente de planejamento comercial da empresa, Nilson Miguel Estevão, 227 mil unidades serão comercializadas na cidade a partir da próxima semana.
Ação pede respeito a faixa de pedestres
Rosângela Oliveira
A empresária Márcia Sorgenfrei se sentiu privilegiada ao cruzar a Rua 24 de Maio, no Centro de Curitiba, pisando em um tapete vermelho. “Privilegiada e com segurança, como afinal deveria ser sempre, para poder exercer minha cidadania de pedestre.” O tapete foi estendido para lembrar aos motoristas que a faixa de pedestre precisa ser respeitada.
A ação, que aconteceu ontem pela manhã no cruzamento das ruas 24 de Maio e Dr. Pedrosa, ao lado da Praça Rui Barbosa, marcou a abertura da Semana Nacional de Trânsito, promovida pela Prefeitura de Curitiba, cujo tema central será o respeito ao pedestre. Até a próxima terça-feira, uma série de atividades será desenvolvida junto aos motoristas, pedestres e escolares para conscientizar a população sobre a importância do respeito no trânsito.
De acordo com o prefeito Beto Richa, a Prefeitura tem feito sua parte quando investe na sinalização de trânsito, instalação de semáforos e lombadas, orientando e fiscalizando os motoristas. “Porém, cabe ao motorista entender seu papel ao volante, ser consciente para evitar acidentes e problemas no trânsito”, comentou. Mesmo com uma frota de um milhão de veículos, para uma população de cerca de 1,8 milhão de habitantes, Richa entende que o trânsito da capital possui uma situação diferenciada. “Temos avenidas largas, binários, e estamos investindo na reforma de terminais e na implantação do metrô. Mas o que falta é conscientização do motorista, que ao entrar no carro se transforma e esquece da gentileza, da tolerância e da calma.”
Para o cabeleireiro Alexandre Mendonça, também falta respeito ao pedestre no trânsito, que se soma a outros problemas, como a fiscalização. “As ruas são muito largas e o tempo de semáforo é curto. Geralmente temos que correr para não ser atropelado, já que motorista não respeita o sinal. E nessas horas não tem ninguém para fiscalizar.” Márcia Sorgenfrei diz que vê muitos motoristas curitibanos respeitando o pedestre em outras cidades. “Vou muito a Santa Catarina, e lá vemos carros com placas de Curitiba parando para o pedestre. Queremos o mesmo respeito na nossa cidade”, finalizou.
Fonte: Parana Online - 19/09/07
Aurea Rangel
Fonte: Jornal da Tarde - 19/09/07
Fernanda Pontes
Av. Brasil já recebe mais de 200 mil veículos/dia
Vinte milhões de árvores para neutralizar efeito