Apresentação

Gerar, disseminar e debater informações sobre Desordem Urbana, sob enfoque de Saúde Pública, é o objetivo principal deste Blog produzido no Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde - LabConsS da FF/UFRJ, com apoio e monitoramento técnico dos bolsistas e egressos do Grupo PET-Programa de Educação Tutorial da SESu/MEC.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Choque de Ordem no verão

Prefeitura do Rio anuncia esquema de fiscalização das praias para o verão
Ações irão intensificar o combate ao estacionamento irregular na orla.
Nas praias da Zona Oeste da cidade, trânsito sofrerá alterações.




Para combater o estacionamento irregular ao longo da orla e melhorar a fluidez do trânsito durante o verão, a Prefeitura do Rio anunciou nesta segunda-feira (6) como será a fiscalização nas praias da capital fluminense. Este será o segundo ano da operação Choque de Ordem nas praias cariocas.

Fonte:G1RJ.06/12/2010.
Disponível em:http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/12/prefeitura-do-rio-anuncia-esquema-de-fiscalizacao-das-praias-para-o-verao.html

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Desordem em praça da Tijuca, Zona Norte do Rio

Leitora reclama de motoristas que invadem as calçadas e param em qualquer lugar.



RIO - Moro na rua que fica de frente para a Praça Xavier de Brito, conhecida como 'Praça dos Cavalinhos', na Tijuca, Zona Norte do Rio. No local, crianças brincam todos os dias e há um grande movimento de carros por conta dos restaurantes. Infelizmente, os motoristas que estão na busca de uma vaga para estacionar, invadem as calçadas e param em qualquer lugar. Algumas dessas calçadas estão, inclusive, sendo consertadas e refeitas. Somos obrigados a andar nas ruas, desviando dos carros que passam e das carrocinhas de pipocas, sorvetes e até das charretes com os cavalos que são usados nos passeios.
É preciso ordem e planejamento na redondeza e que se punam com multa ou reboque os motoristas infratores que não pensam nos pedestres.

Este texto foi escrito por uma leitora do Globo.
Fonte:Jornal O Globo publicado em 08/07/2010.

domingo, 6 de junho de 2010

MENOS PARDAIS, MAIS QUEBRA-MOLAS

Essa é a única solução ?

sexta-feira, 21 de maio de 2010

PARDALIZAÇÃO É BOM PARA QUEM ?

Motociclistas e Mortes: cadê o guarda ?




Motociclistas usam o próprio corpo para esconder placas e evitar multas.Flagrantes de radares fotográficos mostram infrações de trânsito em SP.Número de acidentes envolvendo motos aumentou na Via Dutra.

Fonte:G1 SP.21/05/2010.
Disponível em:http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/05/motociclistas-usam-o-proprio-corpo-para-esconder-placas-e-evitar-multas.html

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Homem é baleado por suposto uso indevido de vaga para deficientes

O portador de deficência física se revoltou e disparou contra o motorista.



Recebeu alta, nesta quarta-feira, o homem baleado sábado em um shopping de Aracaju por causa de uma vaga no estacionamento.
Câmeras de vigilância registraram o momento em que ele se dirigiu ao motorista e a discussão que se seguiu.
O atirador está foragido.

Fonte:Jornal Nacional.Edição do dia 28/04/2010.
Disponivel em:http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/04/manifestantes-protestam-contra-falta-de-remedios-para-pacientes-com-aids.html

domingo, 28 de março de 2010

sábado, 20 de março de 2010

Alto Leblon em protesto contra instalação de escola

Eles dizem que o local não tem estrutura para receber grande quantidade de carros e pessoas.




Moradores do Alto Leblon fizeram mais um protesto contra a instalação de uma escola na região.

Desde o fim do ano passado, moradores reclamam da transferência de uma escola particular do Leblon para um casarão na Rua Timóteo da Costa, no Alto Leblon.

Eles dizem que o local não tem estrutura para receber grande quantidade de carros e pessoas, e chegaram a entrar na Justiça, mas os donos da escola conseguiram autorização judicial para levar o projeto adiante.


Fonte: RJTV 1ª Edição.20/03/2010
Disponível em:http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1538037-9097,00-MORADORES+DO+ALTO+LEBLON+FAZEM+PROTESTO+CONTRA+INSTALACAO+DE+ESCOLA.html

quinta-feira, 11 de março de 2010

20 mortes por dia em SP

No estado de São Paulo, o número de mortos no trânsito passou o de homicídios.



De acordo com o levantamento da Fundação Seade, o que mais puxou pra cima a violência no trânsito foram as batidas com motos. Entre 1996 e 2008, a mortalidade nos acidentes com motoqueiros aumentou 16 vezes. A taxa passou de 0,2 para 3,4 mortes para cada 100 mil habitantes.

"Os atropelamentos e os acidentes de veículos - automóveis, ônibus e carro - eles tem passado por um processo de queda, pequeno, mas tem diminuído. Em contrapartida os acidentes de motociclista tem seguido a tendência oposta", afirma o demógrafo, Paulo Borlina Maia.

Fonte:Jornal da Globo.Edição dia 10/03/2010.
Disponível em:http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL1524396-16021,00-TRANSITO+MATA+PESSOAS+POR+DIA+EM+SP.html

segunda-feira, 8 de março de 2010

domingo, 7 de março de 2010

TWITTER DA CET-Rio: existe isso ?


Sábado, nove da noite, canais transbordaram, aeroportos fechados, Jardim Botânico com água a um metro de altura, a cidade totalmente inundada, e a CET-Rio... bem, vejam o Twitter da CET-Rio às nove da noite debaixo de chuva. Multemos ela ? Ou guinchemos ela ?

sábado, 6 de março de 2010

As câmeras da CET-Rio... todas fora do ar... NA NOITE CHUVOSA





Fonte:http://transito.rio.rj.gov.br/

POPULAÇÃO COLOCA FOTOS NA INTERNET

Já a CET-Rio... Nada, nada, nada...

Leitores do G1 enviaram fotos e relatos:



"Em grande parte do Rio de Janeiro, as chuvas fortes alagam tudo, até bairros inteiros. Com elas, um problema crítico da cidade se mostra mais evidente: a insuficiência das galerias fluviais e os bueiros entupidos causando o alagamento de ruas.Moro em Copacabana há 5 anos e esse problema nunca foi resolvido."
Rua Tonelero com o Metrô e o 19º BPM a direita (Foto: Adriana Jackson/Lucas Nunes Aché Assumpção)


"Uma pancada de chuva de forte intensidade e pequena duração transformou uma das ruas mais movimentadas do Flamengo em um pequeno riacho.
Veículos na contramão e moradores desesperados formaram o cenário na Rua Marquês de Abrantes."

Rua Marquês de Abrantes alagada (Foto: Adriana Jackson/Cristiano Costa)



"Flagrante feito às 19h do cruzamento dos RIOS Voluntários da Pátria e Nelson Mandela em Botafogo."



(Foto: Adriana Jackson/Bernardo Menescal )




"Moro na rua Correa Dutra, no Flamengo, e minha rua alagou. Nunca tinha visto igual. A água chegou a 1 metro, os carros estão boiando e há muito lixo espalhado pelas ruas."Rafael Ciabotti Freitas - Rio de Janeiro, RJ




Na Rua Fonte da Saudade, na Lagoa Rodrigo de Freitas a chuva forte causou muitos transtornos á moradores e a motoristas que passavam no local.(Foto: Adriana Jackson/Rodrigo Antunes Fanaia)

Fonte:G1.Edição 06/03/2010
Disponível em:http://g1.globo.com/VCnoG1/0,,MUL1518725-8491,00.html

Chuva forte no Rio causa transtornos em vários bairros

Alerta
Chuva forte deixa o trânsito confuso
- e no website da CET-Rio, NADA NADA NADA


Rua Figueiredo Magalhães, em Copacabana, ficou alagada e causou transtornos aos motoristas.


Uma forte chuva que começou no início desta noite de sábado (6) no Rio tem provocado congestionamentos no trânsito em vários pontos da cidade.Em algumas vias , motoristas mantêm o pisca alerta ligado já que a chuva está dificultando a visibilidade. Os transtornos provocados pelas chuvas, com vários bolsões de água, atingiram ruas da Zona Sul, Centro e subúrbio do Rio.
Os engarrafamentos se prolongaram pelo Aterro do Flamengo, na Elevado da Perimetral e na Ponte Rio Niterói.O Rio Maracanã, na Zona Norte, transbordou, alagando as algumas ruas do bairro.
A Defesa Civil do município informa que a cidade encontra-se em estado de atenção devido à previsão de rajadas de vento e muita chuva também para a madrugada de domingo.



Fonte:G1.Edição dia 06/03/2010.
Disponível em:http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1518667-5606,00-CHUVA+FORTE+NO+RIO+CAUSA+TRANSTORNOS+EM+VARIOS+BAIRROS.html

Van bate em carro, capota, atropela e mata três pessoas

Um acidente grave com uma van, nesta quinta-feira, deixou um saldo trágico em Campo Grande: dois passageiros e um pedestre morreram.

Um acidente grave com uma van, nesta quinta-feira, deixou um saldo trágico em Campo Grande: dois passageiros e um pedestre morreram. Segundo testemunhas, a van vinha em alta velocidade e passou direto pelo sinal que estava no alerta. No cruzamento, atingiu um carro. A batida foi tão violenta que a van capotou três vezes e atropelou uma jovem de 26 anos na calçada. Ela e dois passageiros morreram. O motorista e dez feridos foram levados para o Hospital Rocha Faria.


Fonte:RJTV 2ª Edição 04/03/2010.
Disponível em:http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1516125-9099,00-VAN+BATE+EM+CARRO+CAPOTA+ATROPELA+E+MATA+TRES+PESSOAS.html

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sobe para 52,1 toneladas o volume de peixes mortos retirados da Lagoa

A Comlurb já removeu 52,1 toneladas de peixes mortos da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio, desde as 7h da última sexta-feira (26) até a tarde deste sábado (27).

Segundo a empresa, 102 garis atuam no local, 12 deles embarcados em um catamarã e em um barco de alumínio e os demais atuam no entorno.

A operação conta ainda com dois caminhões e duas caixas de entulho, além do catamarã da EBX, do empresário Eike Batista.

De acordo com o Secretário Municipal de Conservação e Serviços Públicos Carlos Osório, haverá equipes trabalhando na área 24 horas por dia até que o serviço seja concluído.



Mudanças climáticas

A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, afirmou na sexta (26) que a causa da mortandade de peixes na Lagoa pode ter sido o aumento de uma espécie de alga existente na água. Segundo ela, a mudança nas condições climáticas favoreceu a proliferação dessas algas, que não foram identificadas.

A gerente de qualidade de água da secretaria, Fátima Freitas, descartou o aumento de esgoto na lagoa. Segundo ela, não houve diminuição no nível de oxigenação da água.

Ela explicou que a secretaria acredita que o aumento da quantidade de alga foi o responsável pela morte dos peixes. Numa medição feita na segunda-feira, já havia sido constado um nível alto do micro-organismo, cerca de 400 mil. Nesta sexta, foi constadado um nível quatro vezes maior do que o de segunda. Para ela, um possível aumento de esgoto na água não seria a causa para o aumento da proliferação das algas.

Biólogo contesta

Já o biólogo Mário Moscatelli contesta uma das hipóteses de técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para justificar a morte de peixes. Segundo os técnicos, o choque térmico - a água fria da chuva de quinta-feira (25) em contato com a água quente da lagoa - pode ter causado a morte dos peixes.

"Em dezembro choveu com mais intensidade e não houve nada parecido com isso. Quando a gente encontra bagre, que vive no fundo da lagoa, e tilápia, que é um peixe resistente, morrendo é por que algo diferente ocorreu", disse o biólogo, em entrevista ao RJTV.

Fonte: G1 - http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1508835-5606,00-SOBE+PARA+TONELADAS+O+VOLUME+DE+PEIXES+MORTOS+RETIRADOS+DA+LAGOA.html

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

sábado, 16 de janeiro de 2010

Nova direção da Embrapark promete colocar guardadores nas ruas

A Embrapark promete estar, até segunda-feira, com guardadores trabalhando na maior parte dos oito bairros explorados pela empresa.




Havia falta de guardadores nas áreas exploradas pela Embrapark, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Os motoristas não conseguiam comprar talões e podiam acabar multados por estacionamento irregular.
Os guardadores disseram que não estavam recebendo salários, nem tíquete-refeição ou vale-transporte.
De acordo com a nova direção da empresa, que assumiu no dia 28 de dezembro, os salários atrasados dos guardadores já foram pagos, e houve um acordo para parcelar o 13º salário em três vezes.

Fonte: RJTV 2ª Edição.Dia 13/01/2010.
Disponível em: http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1446348-9099,00.html

domingo, 20 de dezembro de 2009

Guardador da Embrapark sumiu e a Seop apareceu

http://oglobo.globo.com/rio/video/2009/16038/default.asp

Sem tíquete os motoristas podem levar multas ou terem seus carros rebocados.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Ônibus bate em prédio em Laranjeiras, na Zona Sul

Pelo menos oito pessoas ficaram feridas levemente.
Motorista disse que veículo perdeu o freio.



Um ônibus subiu a calçada e atingiu a rampa da garagem de um prédio na Rua Pereira da Silva, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio, na tarde deste sábado (12).

O motorista contou que o veículo perdeu o freio e não conseguiu evitar o acidente. Pelo menos oito pessoas ficaram feridas levemente.

Uma moradora disse que levou um grande susto quando saía do prédio em seu carro e se deparou com o ônibus na entrada da garagem. Até o fim da noite os bombeiros ainda estavam no local.

Fonte: G1

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Câmeras da CET-Rio flagram momento de acidente em Deodoro



Câmeras da CET-Rio flagraram imagens chocantes de acidente de trânsito em que uma pessoa euma criança na bicicleta foram atingidos por um carro na calçada, enquanto esperavam o sinal fechar para atravessar.

Disponível em:http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1373081-5606,00.html

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Prefeitura estaciona picapes em cima da calçada no Rio

Jornal da Globo - 04/11/09



No Rio de Janeiro, um flagrante de desrespeito às leis de trânsito justamente por quem deveria fiscalizar o cumprimento das normas.

Disponível em: http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL1367100-16021,00-PREFEITURA+ESTACIONA+PICAPES+EM+CIMA+DA+CALCADA+NO+RIO.html

domingo, 11 de outubro de 2009

Partiu Copacabana - Aydano André Motta

É para fazer Olimpíadas verdadeiramente cariocas? Então, como se diz hoje em dia, partiu: cerimônias de abertura e encerramento em Copacabana.

Atlântica fechada, povo no poder da rua, o Rio pleno, de chinelo, sob o sol, em frente ao mar, a cerveja gelada (no isopor) e a alma aberta para amizades eternas enquanto durarem.

A diversão de graça, pelo prazer despojado de simplesmente estar perto — esta é a nossa cara. A nossa cara mais olímpica.

Nada contra o Maracanã, templo maior do futebol, coliseu da bola que abrigará as duas competições mais importantes da Terra. Por mais elaborados, abertura e encerramento no querido estádio serão mais do mesmo espetáculo patrocinado pelos anéis milionários mundo afora. O dinheiro compra a tecnologia — e com ela, um show como nunca se viu.

Aqui, nesta mistura ensolarada de água e montanha, se pode mais.

Como gente é nossa mais reluzente medalha de ouro, vamos com os cariocas, o emblema supremo dos Jogos, da mensagem que o tal movimento olímpico adora disseminar. Na sua acertada bula que conjuga marketing, busca de mercado e compensação geopolítica, os cartolas do COI talvez não saibam, mas acabam de abrir a possibilidade para a exibição dos melhores anfitriões do planeta.

Ninguém recebe como o Rio.

Somos PhD em megaeventos, escolados em réveillons que reúnem milhões, ano sim, ano também, na mesma Copacabana. Nos fins de semana do verão, rumamos às dezenas de milhares para as arquibancadas da Sapucaí, nos ensaios técnicos, shows preparatórios das escolas de samba com entrada franca e sem estrutura de segurança. Afora uma ou outra ocorrência, dá tudo magicamente certo.

Na verdade, basta chamar que os cariocas vão, com seu amor pela rua tatuado na alma.

Em 1994, a cidade passou a madrugada insone para saudar, numa caravana de paixão da Ilha do Governador a São Conrado, a seleção tetracampeã de futebol. Em abril de 2007, outro milhão se reuniu na Praia de Botafogo, pelas estripulias de uns malucos endinheirados que disputam um circuito mundial de acrobacias de avião.

Tudo pretexto. A motivação em quaisquer desses eventos é o encontro com seus irmãos de cidade.

Os olimpocratas vão estrilar, argumentando com a segurança, e, sobretudo, a impossibilidade de cobrar ingressos. Bobagem. Logística se compra — e a criatividade dos produtores de espetáculos está aí mesmo para acender a pira olímpica à distância. Não há dinheiro que pague a chance de começar os Jogos com os atletas recebidos pela população — e terminá-los num reparador banho de mar, na moldura do entardecer do Rio.

Por isso mesmo, as Olimpíadas pousaram no endereço certo. Abertura e encerramento são os momentos mais apropriados para a emoção que, nos 20 dias de competições, concentra-se na luta por medalhas e recordes. Como o homem voador de Los Angeles-1984; as Coreias desfilando unidas em Sydney-2000; a redenção de Muhammad Ali, ao acender trêmulo a pira de Atlanta-1996; a flecha fake de Barcelona-1992; a caminhada no ar do ex-ginasta Li Ning, em Pequim-2008; ou, o momento supremo, as lágrimas do ursinho Misha, o melhor mascote da história, que fecharam Moscou-1980.

Aqui, não será um, mas milhões de cariocas, documento da raça pela graça da mistura, que merecem lugar nesse panteão. Então, partiu Copacabana!

Basta chamar que os cariocas vão com seu amor pela rua tatuado na alma.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PROJETO DE SEGURANÇA DE IPANEMA


Projeto que visa reduzir num período de um ano, todos os índices ligados à violência e criminalidade no bairro de Ipanema, bem como melhorar significativamente a percepção de segurança de seus moradores e visitantes através da adoção de um plano de ações preventivas através de dez diretrizes integradas e complementares.
O estudo dos casos de sucesso recentes nesta área comprova que a condição mais importante para o sucesso do plano, é a adesão integral de todas as entidades públicas ou privadas, direta ou indiretamente ligadas a Ipanema, trabalhando em conjunto de forma produtiva, convergente e complementar, sob a liderança compartilhada de um único Comitê Gestor, composto por representantes de todas as entidades envolvidas.



Link:http://psipanema.blogspot.com/

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Chuva aumenta acidentes no Rio e carro cai no canal da Paulo de Frotin

Acidentes, ruas alagadas, trânsito parado e aeroporto com atrasos. Esses foram só alguns dos muitos transtornos que a forte chuva de segunda-feira causou.






Com a pista molhada os acidentes se multiplicaram.
Debaixo do Elevado Paulo de Frontin, um veículo caiu dentro do canal. A motorista foi socorrida por pessoas que passavam pelo local. Segundo testemunhas ela estava bem e contou que perdeu o controle da direção depois de bater em um outro carro.
O mau tempo também dificultou a vida dos passageiros de trens. A Central do Brasil fechou as portas temporariamente.
No Aeroporto Santos Dumont também houve demora nos embarques e desembarques.
A ponte aérea Rio-São Paulo parou. Pousos e decolagens foram suspensos: 25 minutos sem operação. O resultado: o terminal precisou ficar aberto quase duas horas além do horário de funcionamento pra que tudo voltasse ao normal.

Fonte:Bom Dia Rio - Data:22/09/2009
Disponível em:http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1313069-9101,00-CHUVA+AUMENTA+ACIDENTES+NO+RIO+E+CARRO+CAI+NO+CANAL+DA+PAULO+DE+FROTIN.html

domingo, 30 de agosto de 2009

Caçambas e Ruídos na Madrugada do Alto Leblon



"Será que a culpa é do motorista? Ou é a Prefeitura quem cria essa ambientação?"

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Construção de muro na Chácara do Céu causa polêmica

Moradores do Leblon querem mudanças no projeto da obra, realizada pelo governo do estado









Fonte:http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1263430-9099,00-CONSTRUCAO+DE+MURO+NA+CHACARA+DO+CEU+CAUSA+POLEMICA.html

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Poste em calçada estreita atrapalha passagem de pedestres no Centro do Rio


RIO - Quem disse que calçada é para pedestre? É quase impossível andar pela Rua Primeiro de Março, no Centro do Rio. Postes atrapalham a passagem dos pedestres, levando-os a caminhar pelo meio da rua e colocando vidas em risco. Será que alguma coisa pode ser feita antes que aconteça uma tragédia ou vão esperar que aconteçam para depois agirem?


FONTE: http://oglobo.globo.com/participe/mat/2009/07/23/poste-em-calcada-estreita-atrapalha-passagem-de-pedestres-no-centro-do-rio-756940826.asp - 24/07/09 - "Eu-Repórter"

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Mais um carro no Canal do Leblon



Um carro perdeu o controle e foi parar dentro do Canal do Leblon, na Zona Sul do Rio. O acidente foi na tarde de terça-feira (21).

A água encobriu quase todo o veículo. Bombeiros socorreram a motorista, que não teve ferimentos.

Segundo testemunhas, ela foi fechada por um outro carro, na Avenida Visconde de Albuquerque, no Leblon.

Fonte: G1 - http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1238395-5606,00-CARRO+CAI+NO+CANAL+DO+LEBLON.html

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Vazamento Constante de Farinha

Desta vez a quantidade chamou a atenção de quem passava pela região. A calçada e os carros ficaram encobertos pelo pó branco que sai frequentemente de um moinho do bairro.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente vai mandar uma equipe à Gamboa, até amanhã, para verificar a causa do vazamento de farinha de um moinho do bairro.

Parece até neve, mas é farinha mesmo e a origem está em um moinho de trigo, Moradores contam que não é a primeira vez que farinha sai pelo prédio e se espalha pelo bairro, mas a quantidade é que chamou atenção.

“Desta vez está muito pior”, afirma uma mulher.

“É farinha pura e todo mundo está ingerindo esta farinha”, reclama um homem.

O Moinho Fluminense, empresa dona da farinha mandou funcionários varreram a calçada, mas não atendeu a equipe de reportagem do Bom Dia Rio.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente disse que já havia feito uma fiscalização no local e que a empresa tinha se adaptado às exigências.

Fonte: Bom Dia Rio - http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1231702-9101,00-MORADORES+DA+GAMBOA+RECLAMAM+DO+VAZAMENTO+CONSTANTE+DE+FARINHA.html

domingo, 5 de julho de 2009

Motorista de van acidentada é preso após deixar hospital

O motorista da van que sofreu um acidente no início da tarde desta quarta-feira (1º), na Linha Vermelha, foi preso à noite após deixar o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, no subúrbio do Rio. Segundo a delegada Leila Goulart, da 37ª DP (Ilha do Governador), Carlos Alberto Rodrigues de Souza, 57 anos, foi autuado por quatro homicídios culposos e seis lesões corporais.



A van escolar bateu num reboque que estava parado na faixa da direita, na pista sentido Baixada Fluminense. Com a colisão, o veículo capotou e ficou destruído. Passageiros ficaram presos nas ferragens. Quatro crianças morreram e outras seis ficaram feridas.


De acordo com a delegada, em depoimento, Carlos Alberto alegou que dirigia a 40km/h, quando foi fechado por um ônibus. Em seguida, ele afirmou que viu o reboque muito rapidamente e não conseguiu frear, provocando o acidente.

Carlos Alberto foi preso em flagrante e levado para a 37ª DP, onde o caso foi registrado. Ainda segundo a delegada, a fiança foi estipulada em R$ 6 mil.

Contratada pelos pais, a van fazia transporte de estudantes do Colégio Pedro II, unidade de São Cristóvão, na Zona Norte. As informações são do Corpo de Bombeiros e da direção do colégio.

A direção do Colégio Pedro II informou que foi decretado luto de três dias. Ainda segundo a direção da unidade, foram os próprios pais dos alunos que contrataram o serviço de transporte escolar.

Mães choram perda de filhas únicas

Duas meninas - Rayanne, de 14 anos, e Esther, de 8 - que morreram no acidente envolvendo com a van escolar, eram filhas únicas. Os parentes das vítimas fizeram o reconhecimento dos corpos na noite desta quarta no Instituto Médico Legal (IML), no Centro.

As duas outras vítimas que morreram no acidente são Vinícius Lopes da Silva, de 11 anos, e André Teles, de 7. Os pais de Vinícius chegaram por volta das 21h no IML ainda sem saber que o menino tinha morrido.

A jornalista Rosana da Silva Souza, de 46 anos, mãe da estudante Rayanne, de 14, disse que botou a sua filha única na van por medidas de segurança. Muito abalada, a moradora do bairro Jardim América, no subúrbio, disse que conhecia as outras vítimas.

“Eu coloquei na van por segurança e perdi minha única filha. Eu já conhecia o motorista há bastante tempo e também conhecia as outras crianças. Estou chocada e incrédula com tudo isso”, contou.

Moradora de Irajá, a também jornalista Renata Fernandes, de 30 anos, perdeu a filha única Esther, de 8, no acidente. Ela disse que sentiu falta da menina e ligou para a escola. Segundo ela, nenhum parente ainda foi chamado na noite desta quarta para fazer o reconhecimento dos corpos.

Feridos em três hospitais

Segundo a Secretaria estadual de Saúde, três crianças foram levadas para o Hospital de Saracuruna, na Baixada Fluminense. Uma delas está em estado gravíssimo e foi internada no CTI da unidade. As outras duas estão em observação, segundo a secretaria.

Outras duas crianças foram encaminhadas para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, no subúrbio. A secretaria informou que elas passaram por exames.

A outra vítima - um menino, ainda não identificado - foi levada de helicóptero para o Hospital Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul. De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, o estado da criança é grave.


Fonte: G1 - http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1215512-5606,00-MOTORISTA+DE+VAN+ACIDENTADA+E+PRESO+APOS+DEIXAR+HOSPITAL.html

terça-feira, 16 de junho de 2009

Nunca mais voltará Leila Diniz

por Arnaldo Jabor, no Jornal O Globo - 16/06/09

Além da violência, o carioca teme a promiscuidade.

Tom Jobim nadava com força na Lagoa Rodrigo de Freitas naquele verão de 1944. Parou um instante, já chegando ao Sacopã, e olhou em volta, imaginando como seria Ipanema dali a 20 anos. A lagoa era clara, cheia de peixes e garças. Ipanema era uma promessa de vida em seu peito molhado.

Leila Diniz estava rindo no Bar Jangadeiros, em minha mesa, 20 anos depois. Nós éramos jovens, na luz de Ipanema; como Joyce escreveu, estávamos “felizes, moços, perto do selvagem coração da vida”. E eu pensava: “Meu Deus, que alegria! Até quando seremos assim?” Tínhamos uma espécie de paraíso social ali entre Copa e Leblon. Tom Jobim diria anos depois: “O Brasil será feliz quando tudo for uma grande Ipanema”.

Hoje, estou na Rua Visconde de Pirajá com Joana Angélica, espécie de cruz privilegiada da cidade. Vejo o Rio à minha volta. Tudo parece em câmera lenta; na Lagoa, percebo que as árvores cresceram. Moro mais em São Paulo, e eu não via isso quando morava só aqui. Hoje, vejo a natureza linda e corruptora — “Ah... mas é tão lindo... — grande álibi para a miséria que ferve nas ruas. A natureza corrompe.

Hoje, nos afligimos com tantos pobres que expõem suas feridas nas esquinas, com tantos vagabundos descendo dos morros.

O que incomoda a população branquinha não é só o assaltante, é o passeante. Pardos passeantes de chinelos e calção enchem a Zona Sul. Eles pressentem o medo dos classe-médias e desfilam com garbo. O carioca branco se indigna, como se só ele fosse nativo. Vejo que meu mal-estar diante do caos carioca é um mal-estar de classe. Sim, há um horror de classe nos cariocas “brancos”; querem mudar o Rio para ontem, querem que o Rio “volte” a ser algo de “antigamente”. É mentira que tememos apenas a violência. Tememos também a promiscuidade.

O Rio é hoje a saudade de algo que já foi.

Ninguém ama o Rio como ele é. Só os miseráveis que hoje ocupam as praias amam o Rio — são seus anos dourados.

O Rio atingiu seu ponto de “perfeição” (para os pequenos-burgueses) por volta dos anos 50 e 60, quando o acaso deu um tempo na “in-volução” da cidade, e o mito cruzou com o real. A beleza parou um instante entre o erro e a decadência, entre a economia do “milagre” e a tragédia da exclusão das massas, e se equilibrou por alguns anos entre o Posto Nove e a Praça General Osório, criando uma ilha utópica da esquerda festiva (eu estava lá), que não contava ainda com a miséria que se reproduzia nos morros.

Hoje, nas ruas de Ipanema, parece que ando num rio do inferno. O ritmo lento dos desocupados se cruza com os olhares trêmulos de madames e aposentados correndo para trás das grades, biquínis em frente a mendigos, população branca temerosa, movendo-se pela “folga” da “crioulada” e os mendigos que jazem nas portas de igreja, criancinhas brincando na sarjeta, mamadeira e esmolas, caixotes e pernas abertas.

O Rio virou o escândalo dos cariocas. Mas o horror de nada serve, é só angústia vazia. A miséria dos outros tem sido para nós um problema existencial. O “escândalo” parte do equívoco de que os miseráveis são um “erro” da natureza.

O erro está em nós. Escandalizar-se é se salvar. Mas somos parte do escândalo.

É como se toda essa invasão de pardos (não só na pele — pardos na alma, na vida parda) fosse apenas uma “amolação” na vida “branca”.

No entanto, esta mutação da cidade é definitiva.

Voltar a ser o quê? O reduto da bossa nova, a ilusão dos filhos da PUC? Eu vejo as velhas negras de 100 anos vendendo arruda na feira, como escravas de ganho do século XIX, vejo esta mistura baiano-persa dos camelôs e barraquinhas, vejo a malandragem dos feirantes disputando uma risonha luta de classes com madames e velhotes. Vejo isso tudo e entendo que não vai voltar mais nada.

Nunca mais voltará Leila Diniz! Do ponto de vista excludente, de uma administração tradicional, a situação é insolúvel.

O Brasil não virou Ipanema. Ipanema virou o Brasil. Silenciosamente, as 600 favelas que o egoísmo construiu fizeram a revolução parda.

A democracia já desceu o morro.

Esta revolução silenciosa dos excluídos é um trailer, sim, do Brasil, mas não somente como deflagração de violência.

Uma luta social molenga se instalou no dia a dia, nas esmolas, nos assaltos, nas chacinas, nos ataques do Exército. E não é só a incúria dos governantes ou o egoísmo dos ricos; no fundo não é culpa de ninguém. Nossa crueldade é a tradição escravista desta burguesia de ex-negreiros.

O que houve foi uma bolha que cresceu, que estava aí há décadas se formando, uma “bolha antropológica” que provocou uma revolução social suja. Já houve. Ninguém vê isso? É só andar na rua. Um pobre para cada remediado, no coração de Ipanema.

E como reformar as mentes de planejadores e urbanistas clean? A bolha antropológica não pode ser explodida. Tem de ser obedecida.

A bolha sempre esteve ali, desde o tempo das “Memórias de um sargento de milícias”.

Ela sempre esteve aí, só que se arredava nos morros, nas periferias.

Só uma ideologia de reforma que “inclua”, que democratize, pode mudar o Rio. Ficou claro: qualquer ideia de reverter a situação é absurda. A ideologia nostálgica só conduz à ideia de genocídio. Para fazer voltar o chopinho dourado na paz dos sábados, só matando os morros. Há 30 anos era fácil. Havia dinheiro e menos gente. Até hoje, só houve soluções “brancas” para problemas “pardos”. Agora, só dá para fazer um plano de salvação social para o Rio a partir da aceitação da ideia do “insolúvel”. Os marginalizados têm de ser participantes da reforma.

Não há solução. A partir daí, pode-se começar a pensar. Tudo indica que os novos governantes do Rio já estão pensando assim, como foi a amostra do Morro Dona Marta.

É assim que o Brasil terá de ser replanejado: aceitando a senzala, os pretos de ganho, os forros excluídos, os ignorados nos planos de mercado, pois o Rio não vai mudar. Já mudou.

Já aconteceu, já está ocupado.

A bruta face da miséria desmoralizou a sentimentalidade branca.

domingo, 14 de junho de 2009

Um País na Contramão

Colunista Convidado do Jornal O Globo - Cecil Thiré*

Muitas são as lacunas que, infelizmente, caracterizam a nossa educação. Quanto às regras de circulação e direito de passagem, somos muito incultos e deseducados. Quanto a vários outros quesitos, também... Apenas não somos os únicos grosseirões ambulantes das Américas. Mas vamos começar por nossa casa, nosso país, nossa gente, nossa cidade.

É notória a truculência no trânsito cultivada por nossos motoristas, a má vontade em parar diante de um sinal vermelho, o impulso de acelerar diante do amarelo, o absurdo de preferir a faixa da esquerda da pista dupla (ou tripla) para trafegar! A esquerda é reservada para as ultrapassagens! A Lei Seca que não pegou; a proibição de falar ao celular que é solenemente ignorada por nossos motoristas, que se distraem pelos ouvidos e seguem vacilantes pela pista em velocidade abaixo do trânsito em geral etc. etc. etc. Não deixando de lado a arrogância dos motoqueiros, que transformaram o espaço entre as fileiras de carros em pista de rolamento e se julgam com preferência de passagem sobre os demais veículos, vindo em uma velocidade sempre superior à do tráfego – saindo, portanto, “do nada”- e enfiando o dedo em suas buzinas agudas e enervantes.

Duvido que esse meu desabafo não tenha ressonância e a simpatia de muita gente. Um pouco mais de civilidade, amigos motoqueiros. Mas, infelizmente, civilidade não parece ser o nosso forte.

Já sou avô, mas quando vou chegando à porta, raro é o jovem (ou a jovem) que me dá passagem. Em vez disso, quase sempre, se apressam e cortam a minha frente. Em nenhum lugar nos ensinam a andar ordeiramente pelas calçadas. Deveríamos tomar o lado direito do sentido em que nos deslocamos, mas isso ninguém ensina. O mais apressado deveria usar o lado esquerdo da calçada para ultrapassar um menos apressado, como um automóvel, mas isso, em lugar nenhum, nos ensinam. O cúmulo acontece em nossas escadas rolantes! A julgar pelo comportamento dos brasileiros em geral, poderíamos achar que é proibido subir ou descer os degraus de uma escada rolante em movimento. As pessoas correm, passam a nossa frente, chegam à escada rolante e param no meio dela, bloqueando qualquer tipo de ultrapassagem. Uma vez, na França, levei uma enérgica bronca de uma senhora: “Mantenha a sua direita!” Aprendi.

Mas voltemos à calçada. Quando fui renovar minha carteira de motorista, tive que estudar as leis de trânsito e fiquei surpreso por ver escrito que ciclista na calçada deve andar a pé, ao lado da bicicleta, conduzindo-a pelo guidão! Ninguém parece saber disso! É só dar uma caminhada pela Avenida Ataulfo de Paiva em hora útil e ver! Homens e mulheres “bicicleteiam” pelas calçadas, desviando dos transeuntes! Isso quando desviam, pois acontece de virem para cima da gente. Nota-se certa má vontade para com os pedestres. Vê-se pela fisionomia dos que pedalam, que nem sequer imaginam que a calçada é para os que estão a pé. Dia desses, ao atravessar pela faixa de pedestres, com o sinal aberto para mim, passou um ciclista pela faixa - com o sinal fechado para ele -, na contramão da Avenida Bartolomeu Mitre. Eu, com bom humor, disse: ”Na contramão você acaba pegando um!” Ele parou na esquina e riu bastante aqui do otário.

Um enérgico fiscal da prefeitura, numa reportagem de TV, cortava o cabo de aço que prendia uma bicicleta no poste. Radical! Mas quanto a pedalarem nas calçadas, nada. Nem um aviso, nem uma campanha educativa ou choque de ordem. Quanto às bicicletas na contra mão, justo quando quem atravessa a rua está olhando para o lado de onde vêm os carros? Nada. Nenhuma fiscalização.

“Também”, penso, “são poucas as ciclovias, os carros ameaçam os ciclistas.” Então, o que fazer? Não sei, enquanto não pega a moda de civilidade, a gente vai desviando, se virando. Boa sorte!

*Cecil Thiré é ator

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Engarrafamento de coluna: o mijão motorizado

Roberto DaMatta, O Globo, 03/06/09

Neste 14 de maio passado, sigo — graças à perene generosidade do meu colega e querido amigo Valter Sinder — de carona para a PUC onde damos aula. No posto de gasolina situado na entrada da ponte que liga o Rio a Niterói (esse país estrangeiro mais próximo dos cariocas, onde moramos), topamos com o rotineiro e inevitável funil que vergonhosamente entope o trânsito em todas as grandes cidades brasileiras. Valter resolve abastecer o carro. Na saída, deu-se o inesperado: um Citroën, novo em folha, está acintosamente parado na saída do posto. Valter, como todo bom motorista brasileiro que se preza, não espera, contorna o carro que o bloqueia e então nos deparamos com o motorista que, em pé, com cara limpa e porta aberta, urina tranquilamente na calçada. Seu rosto estampa a bonança brasileira do senador ex-presidente que não sabe que recebe ilegalmente um auxílio-moradia porque, com tanto dinheiro, não precisa conferir seu contracheque.

Nessas caras que eram de pau, mas são hoje feitas do mais puro aço inoxidável, não há nenhum sentimento de vergonha ou estranheza. Nelas, estampa-se apenas a serenidade dos superiores que exercem o direito aristocrático de revelar como estão acima das normas a seu bel-prazer, podendo roubar o erário, distribuir dinheiro público para o seu partido ou mijar na frente de todo mundo.

Qual a diferença? Quem esperava condução e estava na frente do mijão faz o que todos temos feito ao longo destes anos todos de inútil demanda igualitária: desolham.

Fingem que não veem. Mas, eis o ponto, ninguém ousa fazer coisa alguma! Não se ouvem as buzinadas iracundas que acontecem quando um velhinho tenta atravessar ou quando uma criança sai de um automóvel defronte de uma escola. O mijão exerce seu pleno direito de romper com as regras mais básicas do convívio social certo de que, pelo tipo de carro, pela cor da pele e pela “aparência”, ele era um dos nossos cavalões de raça.

Desses que, comilões, podem fazer tudo. Todos aceitamos o ato do mijão que — era óbvio — não estava apenas satisfazendo uma necessidade inadiável, mas mostrando o membro viril. O símbolo deste poder indigno e abusivo que, a partir de um certo estatuto social, todos somos capazes de adquirir. O poder de descolar das normas públicas de decência que não se aplicam com a mesma força para todos. Uns podem ignorá-las, outros não as conhecem, alguns rompem com elas de modo de liberado e acintoso, como fez esse cavalão, mostrando a arrogância que, no Brasil de hoje, é moeda corrente daqueles que estão no poder.

Entro num táxi e, na Avenida Visconde de Pirajá, a mais badalada do Rio de Janeiro, equivalente social da Rua Oscar Freire, em São Paulo, topamos com um trecho bloqueado por um veículo enguiçado. O motorista aproveita para me contar o seguinte: na semana passada viu-se diante de um Volvo de última geração, igualmente enguiçado. Quando ele se preparava para a ultrapassagem, um senhor sai do carro, entra no seu táxi e manda que ele siga para um condomínio de luxo. Alarmado, o taxista pergunta se o rico proprietário do Volvo vai abandonar o automóvel ali, em plena rua, correndo o risco de ser roubado. O dono retruca que está pouco se lixando.

O carro tem seguro e se for roubado ele recebe outro; a responsabilidade não era dele, mas da companhia de seguro. O motorista, parvo com essa demonstração de riqueza, poder e descaso para com o espaço público, segue em frente.

Ando pelas calçadas sempre perplexo com o caminhar dos meus companheiros de “cidadania” que não mudam de rumo, mesmo sabendo que estão vindo em minha direção.

A regra, deduzo, é a de que sou eu quem deve dar a devida passagem, pois estão todos imbuídos daquela “sobranceria” que Sergio Buarque de Holanda destaca como um traço da sociabilidade hispânica, e se consideram superiores. Afinal, como falamos aqui no Brasil, os “incomodados que se mudem” pois eles, como o nobre deputado, pouco se lixam para os outros. Assim, é só no derradeiro instante que viram condescendentemente o corpo para o lado, dando lugar ao velhinho que caminha em sentido contrário. Ou simplesmente nada fazem e eu é que trato de me safar para não receber um encontrão. O fato é que todos caminham de peito estufado, sem prestar atenção nos outros, cuja obrigação é de ceder o espaço. É o velho estilo Carlota Joaquina (esposa de Dom João VI), que obrigava os que cruzavam o seu caminho a postarem-se de joelhos e tirar o chapéu em respeito a sua sacrossanta pessoa de princesa e rainha.

Eu fico fascinado com esse estilo de usar o espaço que teoricamente pertence a todos nós, brasileirinhos democratas e, em princípio e até segunda ordem, pessoas normais e comuns.

Andamos de peito estufado e sem a menor preocupação com quem conosco divide a calçada que a partir do momento que saímos de casa passa a ser nossa e muito nossa. E que o prefeito deveria mandar, como diz a velha canção, ladrilhar. Não para o nosso amor passar, mas para nós, na nossa santa ignorância de democratas que não sabem o que é viver numa democracia!

A arrogância no Brasil de hoje é moeda corrente.

domingo, 7 de junho de 2009

Choque de Ordem na Barra


Segunda-feira, 16/02/2009

Agentes do Core apoiaram o trabalho dos fiscais, que atuaram na Avenida das Américas. Vinte carros foram rebocados por problemas na documentação ou por estacionamento irregular.

Fonte: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM966841-7823-OPERACAO+CHOQUE+DE+ORDEM+FISCALIZA+CARROS+NA+BARRA+DA+TIJUCA,00.html

Choque de Ordem: Leblon, Tijuca e Barra



Sexta-feira, 05/06/2009

Mais de 70 agentes atuaram em regiões próximas a bares e restaurantes no Leblon, na Barra e na Tijuca. Só no Leblon, 70 veículos foram multados e dez rebocados.

Fonte: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1051129-7823-TRES+BAIRROS+SAO+ALVO+DA+OPERACAO+CHOQUE+DE+ORDEM,00.html

sábado, 6 de junho de 2009

Bloqueio de Cruzamento + Buzinas Insuportáveis: rotina



Uma demonstração de falta de educação ao volante. Imagens enviadas por um morador de Copacabana, flagram momentos do cruzamento das ruas Barata Ribeiro e Miguel Lemos, onde motoristas fecham totalmente a rua.

De acordo com o Código de Trânsito, esta é uma infração média e os motoristas perdem quatro pontos na carteira. A multa é de quase R$100.

Fonte: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1051176-7823-VC+NO+RADAR+RJ+IRREGULARIDADE+ENGARRAFA+TRANSITO+EM+COPACABANA,00.html

Roleta-Carioca: carro invade calçada à 120km/h


Não é novidade, mas temos de registrar. Outra vez um carro invade a calçada da Visconde de Albuquerque a mais de 120 km/h. Essa roleta-carioca vai acabar estraçalhando uma criança e sua babá. Enquanto isso, a prefeitura fica brincando de valet parking e guinchamento apenas na esquina da praia, levantando poeira e produzindo showzinho mambembe.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Prefeito Eduardo Paes inaugura a primeira ciclofaixa em Copacabana

A primeira ciclofaixa passa pelas Ruas Rodolfo Dantas, Duvivier e Ministro Viveiros de Castro e faz ligação com a Avenida Atlântica e a estação de metrô Cardeal Arco Verde.
Foi inaugurada ontem, em Copacabana, a primeira ciclofaixa, uma pista compartilhada para carros e bicicletas.

O prefeito Eduardo Paes pedalou pelas ruas do bairro. Esta primeira ciclofaixa passa pelas Ruas Rodolfo Dantas, Duvivier e Ministro Viveiros de Castro e faz ligação com a Avenida Atlântica e a estação de metrô Cardeal Arco Verde.

Com o projeto a prefeitura quer estimular o uso de bicicletas como transporte em pequenas e médias distâncias. As faixas especiais serão compartilhadas por carros e bicicletas. Agentes da Cet-Rio e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente vão orientar motoristas, ciclistas e pedestres durante toda a semana.

As outras duas ciclofaixas, na Rua Figueiredo Magalhães e na Xavier da Silveira, devem ser inauguradas no mês que vem. Eduardo Paes disse que pretende ampliar os pontos de aluguel de bicicletas para outros bairros da cidade.

“A nossa ideia é estender esse programa de ciclovias. O importante é notar que nós estamos querendo é criar uma cultura diferente, aqui não estamos falando de ciclovia, nós estamos criando a alternativa da bicicleta, para qualquer pessoa alugar. É um sistema simples, pelo celular a pessoa tira a bicicleta, coloca a bicicleta, tem um acompanhamento pela internet do que está gastando por mês fazendo isso, e criando a faixa compartilhada, ou seja, a cultura do carro saber que tem gente andando de bicicleta, que tem que ter mais respeito com as pessoas de bicicleta. Então é um sistema diferente, mais simples, mais barato e mais eficiente”, explica o prefeito Eduardo Paes.

Vídeo: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1046846-7823-INAUGURADA+EM+COPACABANA+A+PRIMEIRA+CICLOFAIXA,00.html

Fonte: http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1177680-9101,00-PREFEITO+EDUARDO+PAES+INAUGURA+A+PRIMEIRA+CICLOFAIXA+EM+COPACABANA.html