


Fonte:http://transito.rio.rj.gov.br/
Informes e Debates sobre Riscos, Acidentes e Ameaças aos transeuntes das calçadas do Rio de Janeiro e seus agravos à Saúde Pública, incluindo atropelamentos, mas também a causalidade de patologias como obesidade infantil e a depressão de idosos.
"Em grande parte do Rio de Janeiro, as chuvas fortes alagam tudo, até bairros inteiros. Com elas, um problema crítico da cidade se mostra mais evidente: a insuficiência das galerias fluviais e os bueiros entupidos causando o alagamento de ruas.Moro em Copacabana há 5 anos e esse problema nunca foi resolvido."
"Uma pancada de chuva de forte intensidade e pequena duração transformou uma das ruas mais movimentadas do Flamengo em um pequeno riacho.
"Flagrante feito às 19h do cruzamento dos RIOS Voluntários da Pátria e Nelson Mandela em Botafogo."

Rua Figueiredo Magalhães, em Copacabana, ficou alagada e causou transtornos aos motoristas.
Uma forte chuva que começou no início desta noite de sábado (6) no Rio tem provocado congestionamentos no trânsito em vários pontos da cidade.Em algumas vias , motoristas mantêm o pisca alerta ligado já que a chuva está dificultando a visibilidade. Os transtornos provocados pelas chuvas, com vários bolsões de água, atingiram ruas da Zona Sul, Centro e subúrbio do Rio.
Os engarrafamentos se prolongaram pelo Aterro do Flamengo, na Elevado da Perimetral e na Ponte Rio Niterói.O Rio Maracanã, na Zona Norte, transbordou, alagando as algumas ruas do bairro.
A Defesa Civil do município informa que a cidade encontra-se em estado de atenção devido à previsão de rajadas de vento e muita chuva também para a madrugada de domingo.
Colunista Convidado do Jornal O Globo - Cecil Thiré*
Muitas são as lacunas que, infelizmente, caracterizam a nossa educação. Quanto às regras de circulação e direito de passagem, somos muito incultos e deseducados. Quanto a vários outros quesitos, também... Apenas não somos os únicos grosseirões ambulantes das Américas. Mas vamos começar por nossa casa, nosso país, nossa gente, nossa cidade.
É notória a truculência no trânsito cultivada por nossos motoristas, a má vontade em parar diante de um sinal vermelho, o impulso de acelerar diante do amarelo, o absurdo de preferir a faixa da esquerda da pista dupla (ou tripla) para trafegar! A esquerda é reservada para as ultrapassagens! A Lei Seca que não pegou; a proibição de falar ao celular que é solenemente ignorada por nossos motoristas, que se distraem pelos ouvidos e seguem vacilantes pela pista em velocidade abaixo do trânsito em geral etc. etc. etc. Não deixando de lado a arrogância dos motoqueiros, que transformaram o espaço entre as fileiras de carros em pista de rolamento e se julgam com preferência de passagem sobre os demais veículos, vindo em uma velocidade sempre superior à do tráfego – saindo, portanto, “do nada”- e enfiando o dedo em suas buzinas agudas e enervantes.
Duvido que esse meu desabafo não tenha ressonância e a simpatia de muita gente. Um pouco mais de civilidade, amigos motoqueiros. Mas, infelizmente, civilidade não parece ser o nosso forte.
Já sou avô, mas quando vou chegando à porta, raro é o jovem (ou a jovem) que me dá passagem. Em vez disso, quase sempre, se apressam e cortam a minha frente. Em nenhum lugar nos ensinam a andar ordeiramente pelas calçadas. Deveríamos tomar o lado direito do sentido em que nos deslocamos, mas isso ninguém ensina. O mais apressado deveria usar o lado esquerdo da calçada para ultrapassar um menos apressado, como um automóvel, mas isso, em lugar nenhum, nos ensinam. O cúmulo acontece em nossas escadas rolantes! A julgar pelo comportamento dos brasileiros em geral, poderíamos achar que é proibido subir ou descer os degraus de uma escada rolante em movimento. As pessoas correm, passam a nossa frente, chegam à escada rolante e param no meio dela, bloqueando qualquer tipo de ultrapassagem. Uma vez, na França, levei uma enérgica bronca de uma senhora: “Mantenha a sua direita!” Aprendi.
Mas voltemos à calçada. Quando fui renovar minha carteira de motorista, tive que estudar as leis de trânsito e fiquei surpreso por ver escrito que ciclista na calçada deve andar a pé, ao lado da bicicleta, conduzindo-a pelo guidão! Ninguém parece saber disso! É só dar uma caminhada pela Avenida Ataulfo de Paiva em hora útil e ver! Homens e mulheres “bicicleteiam” pelas calçadas, desviando dos transeuntes! Isso quando desviam, pois acontece de virem para cima da gente. Nota-se certa má vontade para com os pedestres. Vê-se pela fisionomia dos que pedalam, que nem sequer imaginam que a calçada é para os que estão a pé. Dia desses, ao atravessar pela faixa de pedestres, com o sinal aberto para mim, passou um ciclista pela faixa - com o sinal fechado para ele -, na contramão da Avenida Bartolomeu Mitre. Eu, com bom humor, disse: ”Na contramão você acaba pegando um!” Ele parou na esquina e riu bastante aqui do otário.
Um enérgico fiscal da prefeitura, numa reportagem de TV, cortava o cabo de aço que prendia uma bicicleta no poste. Radical! Mas quanto a pedalarem nas calçadas, nada. Nem um aviso, nem uma campanha educativa ou choque de ordem. Quanto às bicicletas na contra mão, justo quando quem atravessa a rua está olhando para o lado de onde vêm os carros? Nada. Nenhuma fiscalização.
“Também”, penso, “são poucas as ciclovias, os carros ameaçam os ciclistas.” Então, o que fazer? Não sei, enquanto não pega a moda de civilidade, a gente vai desviando, se virando. Boa sorte!
*Cecil Thiré é atorNeste 14 de maio passado, sigo — graças à perene generosidade do meu colega e querido amigo Valter Sinder — de carona para a PUC onde damos aula. No posto de gasolina situado na entrada da ponte que liga o Rio a Niterói (esse país estrangeiro mais próximo dos cariocas, onde moramos), topamos com o rotineiro e inevitável funil que vergonhosamente entope o trânsito em todas as grandes cidades brasileiras. Valter resolve abastecer o carro. Na saída, deu-se o inesperado: um Citroën, novo em folha, está acintosamente parado na saída do posto. Valter, como todo bom motorista brasileiro que se preza, não espera, contorna o carro que o bloqueia e então nos deparamos com o motorista que, em pé, com cara limpa e porta aberta, urina tranquilamente na calçada. Seu rosto estampa a bonança brasileira do senador ex-presidente que não sabe que recebe ilegalmente um auxílio-moradia porque, com tanto dinheiro, não precisa conferir seu contracheque.
Nessas caras que eram de pau, mas são hoje feitas do mais puro aço inoxidável, não há nenhum sentimento de vergonha ou estranheza. Nelas, estampa-se apenas a serenidade dos superiores que exercem o direito aristocrático de revelar como estão acima das normas a seu bel-prazer, podendo roubar o erário, distribuir dinheiro público para o seu partido ou mijar na frente de todo mundo.
Qual a diferença? Quem esperava condução e estava na frente do mijão faz o que todos temos feito ao longo destes anos todos de inútil demanda igualitária: desolham.
Fingem que não veem. Mas, eis o ponto, ninguém ousa fazer coisa alguma! Não se ouvem as buzinadas iracundas que acontecem quando um velhinho tenta atravessar ou quando uma criança sai de um automóvel defronte de uma escola. O mijão exerce seu pleno direito de romper com as regras mais básicas do convívio social certo de que, pelo tipo de carro, pela cor da pele e pela “aparência”, ele era um dos nossos cavalões de raça.
Desses que, comilões, podem fazer tudo. Todos aceitamos o ato do mijão que — era óbvio — não estava apenas satisfazendo uma necessidade inadiável, mas mostrando o membro viril. O símbolo deste poder indigno e abusivo que, a partir de um certo estatuto social, todos somos capazes de adquirir. O poder de descolar das normas públicas de decência que não se aplicam com a mesma força para todos. Uns podem ignorá-las, outros não as conhecem, alguns rompem com elas de modo de liberado e acintoso, como fez esse cavalão, mostrando a arrogância que, no Brasil de hoje, é moeda corrente daqueles que estão no poder.
Entro num táxi e, na Avenida Visconde de Pirajá, a mais badalada do Rio de Janeiro, equivalente social da Rua Oscar Freire, em São Paulo, topamos com um trecho bloqueado por um veículo enguiçado. O motorista aproveita para me contar o seguinte: na semana passada viu-se diante de um Volvo de última geração, igualmente enguiçado. Quando ele se preparava para a ultrapassagem, um senhor sai do carro, entra no seu táxi e manda que ele siga para um condomínio de luxo. Alarmado, o taxista pergunta se o rico proprietário do Volvo vai abandonar o automóvel ali, em plena rua, correndo o risco de ser roubado. O dono retruca que está pouco se lixando.
O carro tem seguro e se for roubado ele recebe outro; a responsabilidade não era dele, mas da companhia de seguro. O motorista, parvo com essa demonstração de riqueza, poder e descaso para com o espaço público, segue em frente.
Ando pelas calçadas sempre perplexo com o caminhar dos meus companheiros de “cidadania” que não mudam de rumo, mesmo sabendo que estão vindo em minha direção.
A regra, deduzo, é a de que sou eu quem deve dar a devida passagem, pois estão todos imbuídos daquela “sobranceria” que Sergio Buarque de Holanda destaca como um traço da sociabilidade hispânica, e se consideram superiores. Afinal, como falamos aqui no Brasil, os “incomodados que se mudem” pois eles, como o nobre deputado, pouco se lixam para os outros. Assim, é só no derradeiro instante que viram condescendentemente o corpo para o lado, dando lugar ao velhinho que caminha em sentido contrário. Ou simplesmente nada fazem e eu é que trato de me safar para não receber um encontrão. O fato é que todos caminham de peito estufado, sem prestar atenção nos outros, cuja obrigação é de ceder o espaço. É o velho estilo Carlota Joaquina (esposa de Dom João VI), que obrigava os que cruzavam o seu caminho a postarem-se de joelhos e tirar o chapéu em respeito a sua sacrossanta pessoa de princesa e rainha.
Eu fico fascinado com esse estilo de usar o espaço que teoricamente pertence a todos nós, brasileirinhos democratas e, em princípio e até segunda ordem, pessoas normais e comuns.
Andamos de peito estufado e sem a menor preocupação com quem conosco divide a calçada que a partir do momento que saímos de casa passa a ser nossa e muito nossa. E que o prefeito deveria mandar, como diz a velha canção, ladrilhar. Não para o nosso amor passar, mas para nós, na nossa santa ignorância de democratas que não sabem o que é viver numa democracia!
No domingo eram muitos os guinchos e dezenas de Guardas Municipais. Se apenas multassem já seria uma intolerancia, mas a Prefeitura terrorista cometia a violencia de GUINCHAR. Nessa calçada não passa quase ninguem. E, se passar, é perfeitamente confortavel partilhar o espaço com os carros parados. Essa não é a prioridade. Essé, por ser no Leblon, por ser na esquina da praia, por ser domingo, era apenas uma oportunidade de fazer esse ESPETÁCULO CANASTRÃO que sempre foi esse Ipabacana. A cidade se dilui, destruída, apodrecida, corrompida... e o novo Prefeito vem e, diante do caos, produz ainda mais e mais caos urbano.
Plena manhã de sol em Ipanema, prefeitura apreende veículos parados em local proibido. Reparem no carro reboque!!!

RIO - Os dois postes de iluminação que caíram neste sábado na Rua João Borges, em frente à Clínica São Vicente, na Gávea, por volta das 20h por causa da forte chuva, foram retirados na manhã deste domingo, segundo informou a Light. O acesso de carros à Clínica São Vicente foi liberado. No sábado, o acidente deixou pelo menos duas ruas sem luz e impediu que carros entrassem ou saíssem da clínica. Segundo a Light, a queda aconteceu porque, com a chuva, o terreno cedeu.
Segundo a assessoria de imprensa da Light, 90% das residências tiveram o fornecimento de energia elétrica restabelecido ainda na noite de sábado. A previsão era de que até as 9h30m o fornecimento em toda a rua tenha sido normalizado, e de que até as 14h, toda a região volte a ter luz.
Funcionários da Light trabalham no local e instalaram um gerador para atender à região. Segundo a assessoria de imprensa da clínica, o abastecimento de água, que também havia sido afetado pela falta de energia elétrica neste domingo pela manhã, já foi normalizado. Um dos postes atingiu a cerca de uma residência da rua. O trânsito no local já está normalizado.
RIO - A gerente de recursos humanos Fátima Cristina de Lima enviou um vídeo para o telejornal "RJTV", da TV Globo, com imagens que mostram os transtornos causados por uma árvore no Centro. Ela cresceu na parede do prédio. Os moradores têm medo de que a árvore ou até mesmo a estrutura da construção não agüente.
- As pessoas acham que pode cair uma parte dela ou do reboco. O problema também é cair algum pedaço de ferro de uma janela - diz Fátima.
O edifício fica na Rua Ramalho Ortigão, em frente ao Largo São Francisco, no Centro. Uma farmácia funciona no térreo. Os outros andares estão abandonados.
- A gente fica vigiando o crescimento da árvore. No caso de uma queda, vamos tentar avisar pessoas e sair - planeja o vendedor ambulante João Batista.
A árvore, que tem cerca de seis metros, cresce de dentro do segundo andar do prédio. Sem poda, os galhos e as folhas já cobrem parte da fachada do prédio vizinho que também está abandonado.
Foto: Stéfano
- A quem cabe a pode dessa árvore? Vão esperar acontecer um acidente - pergunta a gerente de recursos humanos.
A responsabilidade pela retirada da árvore, nesse caso, é dos bombeiros. O "RJTV" entrou em contato com eles e a resposta foi: algum morador tem que ligar para o 193 para pedir o corte. A defesa civil informou que vai mandar uma equipe para verificar as condições dos prédios.
Projeto busca entender relações entre a história das favelas e a da cidade do Rio de Janeiro
Em 1887, os soldados que voltavam da Guerra de Canudos começaram a se fixar no atual Morro da Providência, considerado por especialistas a primeira favela do Rio de Janeiro. Na época, a população da então capital federal acreditou que esse seria um fenômeno efêmero. Porém, o desenvolvimento da cidade fez com que as favelas crescessem e se tornassem parte da paisagem. Hoje, são mais de 600 espalhadas por toda a cidade, com uma população de um milhão de pessoas e intensa atividade econômica.
Cento e vinte anos depois, a história dessa transformação urbana é objeto de interesse acadêmico. Um grupo de arquitetos coordenados por Cristóvão Duarte, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acaba de iniciar um projeto que pretende investigar como a história das favelas se relaciona com a da cidade do Rio. “Nosso objetivo é observar como a favela é subproduto do desenvolvimento da paisagem urbana carioca”, explica Duarte.
A favela da Rocinha é um exemplo dessa relação inseparável entre o processo de construção da cidade e das comunidades dos morros. Na década de 1930, ela se resumia a poucas casas. A especulação imobiliária no bairro de São Conrado fez com que a Rocinha crescesse vertiginosamente, pois nesse bairro havia oferta de emprego garantido na construção civil e nos novos prédios de luxo. Isso atraiu novos moradores, como famílias vindas do Nordeste. Hoje, a favela abriga 150 mil pessoas, de acordo com estimativas dos próprios moradores. O censo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2000 mostrou um total de 56 mil habitantes.
A pesquisa da UFRJ pretende traçar um panorama das favelas do Rio em cada uma das doze décadas de sua existência. Os pesquisadores pretendem analisar, à luz dos acontecimentos que marcaram a cidade nesses diferentes momentos históricos, quais eram e como eram caracterizadas as favelas da cidade. Os dados obtidos na pesquisa serão sintetizados em mapas temáticos a serem disponibilizados em um portal. Os mapas devem incluir indicadores como a localização dos investimentos públicos e privados em cada década, a cobertura vegetal dos morros ou as favelas que foram removidas.
Documentos e imagens estão sendo analisados pela equipe, que também já deu início a uma série de visitas a favelas e entrevistas com moradores. Ao final, o grupo pretende produzir um banco de dados sobre as favelas cariocas que pode servir de base para novas pesquisas e para a elaboração de políticas públicas voltadas para a melhoria das condições de vida dessas populações.
Por uma cidade mais sustentável
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Duarte afirma que a cidade tem muito a aprender com as favelas, tão estigmatizadas como redutos de violência. “Precisamos olhar para as favelas com mais imaginação e criatividade e tentar ver não somente seus problemas, mas como elas podem apontar soluções”, ressalta o arquiteto.
Na avaliação do pesquisador, a favela constitui, do ponto de vista humano e ecológico, uma cidade mais sustentável do que o chamado “asfalto”. “Essa cidade do ‘asfalto’ é desumana, projetada para o automóvel e não para pessoas”, afirma Duarte. “Não se podem descartar os ensinamentos que a favela nos traz. Ali as pessoas se conhecem e se ajudam, existem redes de solidariedade que amparam essa população. Isso é vida urbana. É essa vida que tem que vir para a cidade.” Ao longo da história, as favelas foram tratadas com indiferença pela sociedade, depois como um problema a ser extirpado, o que gerou mal sucedidas políticas de remoção. “Entender a remoção de uma favela para conjuntos habitacionais como solução é uma forma muito simplória de encarar o problema. Não basta dar uma casa. É o modelo econômico que produz a miséria e o excluído. Deve-se reverter estruturalmente esse processo.”
Para Duarte, a solução é mesmo a implantação de políticas sérias e contínuas de urbanização que assegurem que essas “outras cidades”, criadas à margem da oficial, tenham os mesmos direitos e infra-estrutura. “É uma grande omissão da sociedade e do poder público permitir que tantas pessoas fossem excluídas da cidade formal”, afirma Duarte. “É preciso acabar com a pobreza e promover a união das partes separadas da cidade, sem neutralizar essa vida que existe na favela. As diferenças que se somam geram um cotidiano mais agradável e mais rico.”