Informes e Debates sobre Riscos, Acidentes e Ameaças aos transeuntes das calçadas do Rio de Janeiro e seus agravos à Saúde Pública, incluindo atropelamentos, mas também a causalidade de patologias como obesidade infantil e a depressão de idosos.
Apresentação
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Ranking das 10 Principais Causas de Óbitos no Brasil, 2002 - OMS
(http://www.who.int/countries/bra/en/ - Mortality Profile)
As 10 Principais Causas de Óbitos:
1 - Isquemia Cardíaca
2 - Doença Vascular Cerebral
3 - Condições Perinatais
4 - Violência
5 - Diabetes mellitus
6 - Infecções do Trato Respiratório Inferior
7 - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
8 - Hipertensão Arterial
9 - Acidentes em vias automobilísticas
10 - Doenças Inflamatórias do Coração
Consequências do urbanismo nos moldes atuais (olhe pela janela, respire e ouça, que você entenderá):
1 - Sedentarismo
2 - Acidentes (carros nas calçadas, atropelamentos, batidas...)
3 - Violência Urbana
4 - Poluição (ar, som...)
5 - Depressão
Todas essas 10 doenças têm como causa ou fator agravante, entre outros motivos, no mínimo um dos 5 citados como consequência de uma rua não-saudável.
Parou pra pensar nisso?
domingo, 13 de julho de 2008
Medo de violência aumenta obesidade em crianças
Crianças que vivem em áreas consideradas menos seguras pelos seus pais têm quatro vezes mais probabilidades de serem obesas do que aquelas que moram nos bairros vistos como mais seguros. Essa é a conclusão de um Estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, que analisou os dados de 768 crianças em dez regiões urbanas e rurais no país que tinham participado do Estudo de Desenvolvimento Humano do Instituto Nacional de Saúde da Criança.
De acordo com os estudiosos, essa relação não é afetada por outros fatores, como formação cultural, estado civil das mães, atividades extra-curriculares das crianças ou grupo étnico. "De fato, pode muito bem haver uma relação simples e direta entre viver em regiões perigosas e obesidade", afirmou Julie Lumeng, uma das cientistas envolvidas no estudo.
Grupos
Na pesquisa, os pesquisadores pediram para os pais responderem questionários que perguntavam quão segura eles consideravam a área em que moravam quando as crianças tinham seis anos. A partir dos questionários, o grupo foi dividido em quatro, indo dos que se sentiam mais seguros aos que mais sofriam com a insegurança.
Os cientistas descobriram que 17% das crianças do primeiro grupo (maior percepção de insegurança) estavam acima do peso. No segundo quarto, os obesos contavam 10% das crianças. No terceiro, eram 13% e no último, que morava em regiões consideradas mais seguras pelos pais, apenas 4%.
De acordo com Julie Lameng, essa relação pode passar pelas mudanças na educação dada pelos pais de acordo com a percepção de segurança. "Quer dizer, na tentativa de proteger crianças, os pais não só diminuem o tipo de atividades físicas que ocorrem ao se brincar na rua, como, indiretamente, aumentam a probabilidade de atividades sedentárias ligadas a ficar em casa."
Para David Haslam, diretor do Fórum Nacional de Obesidade da Grã-Bretanha, o resultado do estudo é válido, mas ele faz uma ressalva. "Isso é provavelmente um elemento, e não toda a explicação. Essas áreas (menos seguras) são possivelmente mais carentes, onde se tem menos provisão de bons alimentos e menos locais para brincar nas ruas", afirma Haslam.
O estudo da Universidade de Michigan foi publicado pela revista especializada Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine.
Fonte: BBC Brasil em http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI817369-EI298,00.html
Falta de exercício físico e espaço para brincar
Todo adulto compara a infância do filho com o tempo em que ele próprio era criança. É comum fazer-se comparações do tipo: "No meu tempo de criança corríamos atrás da bola e dos balões, jogávamos bola na rua, andávamos de bicicleta pelo bairro, vivíamos praticando esportes". Hoje os jogos eletrônicos prendem a criança em casa. Elas ficam horas e horas jogando o hipnótico "game", comendo salgadinhos, batatas fritas e pipoca. Todos sabemos que o fato de passar horas na frente de uma televisão está diretamente relacionado com excesso de peso infantil.
Mas essa não é opção da criança. É uma característica da vida atual. O fato de parte substancial da população viver em espaços residenciais restritos, sem acesso a parques, sem praticar esportes nos clubes, sem andar pelas ruas, faz com que a criança se acostume com a inatividade.
Leia na Íntegra:
http://www.obesidademorbidanuncamais.com.br/news.asp?codigo=116&grupo=62
sábado, 12 de julho de 2008
Médicos alertam sobre a geração de gordinhos
Crianças fazendo dieta para não engordar? Acabou aquele conceito de bebê fofinho? Doenças como obesidade e colesterol alto têm de ser combatidas bem cedo. Difícil é controlar o apetite dos pequenos.
Em muitos casos, a obesidade infantil é uma conseqüência do comportamento dos pais frente ao prato de comida. A obesidade infantil é cada vez mais preocupante. Segundo o IBGE, o número de crianças e adolescentes acima do peso cresceu quase três vezes nos últimos anos.
Um sofá, um jogo de cartas e a companhia de July, a cadelinha de estimação – isso é tudo o que Matheus desejou nas férias na casa da avó, a não ser por um mero detalhe.
“Eu queria um macarrão com molho e carne moída”, comentou o menino.
Não será dessa vez. Matheus é um ex-gordinho. Aos 7 anos, ele chegou a pesar 60 quilos – quase o mesmo peso que tem hoje, aos 11 anos. Como o pai é hipertenso e a mãe tem colesterol alto, a saúde do garoto inspira preocupação.
“Eu comecei a fazer o prato dele e controlar o tempo que ele está em casa e a quantidade que ele vai comer, porque se deixar ele repete”, diz a mãe de Matheus, Fabiana Branco.
Alguns países já tratam a obesidade como epidemia. Há seis milhões de jovens com excesso de peso, segundo pesquisa do IBGE. Pesquisas mostram que a doença não poupa nem os pequenos. Segundo o Ministério da Saúde, 6,6% dos meninos e meninas de 0 a 5 anos de idade são considerados obesos.
Em muitas crianças, a obesidade começa a dar sinais antes das primeiras papinhas e colheradas. Os médicos chamam a atenção para bebês de até 1 ano que estão sendo superalimentados. Um dos maiores riscos está na gestação. Mães que engordam muito na gravidez podem ter bebês acima do peso.
Pesquisadora do Hospital das Clínicas de São Paulo, a endocrinologista Sandra Vilares acompanha centenas de adolescentes com dificuldades para emagrecer e alerta: a criança fofinha de hoje pode ser o gordinho de amanhã.
“Criança por volta dos 7 anos tem 50% de ser um adulto obeso, e o adolescente obeso tem 80% de chances de ser um adulto obeso”, afirma a médica endocrinologista Sandra Vilares.
Mais um benefício que a amamentação traz: segundo os médicos, crianças que são amamentadas no peito por mais tempo têm menos chance de se tornarem obesas.
FONTE: http://bomdiabrasil.globo.com/
A relevância dessa notícia aqui? Lembra daquele tempo, quando as crianças brincavam nas ruas..... Passou.
domingo, 1 de junho de 2008
Violência Urbana está ligada à Obesidade Infantil
"There may well be a relatively simple and straightforward relationship between living in a dangerous neighborhood and overweight," Dr. Lumeng and colleagues wrote.
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Julie C. Lumeng, M.D., uma pediatra especializada em desenvolvimento e comportamento da Universidade de Michigan, disse que os pais que "guardam" seus filhos dentro de casa para protege-los da violência acabam por ocupar a criança com atividades sedentárias, como televisão e video-games.
"Deve haver uma relação simples e direta entre viver em uma vizinhança violenta e o sobrepeso", disseram a pediatra e seus colegas.
ESTUDO EM INGLÊS, COMPLETO:
Primary source: Archives of Pediatrics
Source reference:Lumeng et al, "Neighborhood Safety and Overweight Status in Children," Archives of Pediatrics, January 2006; vol. 160: p.25-31
sábado, 17 de março de 2007
Não deixe que seu filho carregue o mundo nas costas. Se levar mais de 10% de seu peso, ele pode vir a ter sérios problemas de coluna
Caso o peso excessivo seja em razão de exigência das disciplinas escolares, os pais podem contatar a escola para buscar alternativas. Há estabelecimentos que disponibilizam armários para que o material possa ser deixado no local, evitando o transporte diário. Mas é preciso estar atento porque há estabelecimentos particulares que cobram aluguel pelo uso desses armários. Os estudantes devem ser orientados a deixar nos armários apenas o que não irão precisar nesse dia, pois há situação em que se poderá necessitar de material fora do período escolar e dificultará para fazer as lições de casa e trabalhos indicados pela escola.
Outra alternativa é usar fichário ao invés de cadernos e levar somente a última folha da matéria e um bloco de folhas para as aulas. São algumas alternativas para que as crianças não sejam futuros candidatos a apresentarem dores nas costas. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 85% das pessoas têm, tiveram ou terão um dia dores nas costas provocadas por problemas de coluna.
Existe íntima relação entre o transporte excessivo de carga na mochila, dor no dorso e alterações na marcha (desnível na hora de caminhar). Problemas graves que devem ser evitados na infância, quando a criança está em crescimento e com a massa óssea em formação.
As sugestões da PRO TESTE para controlar o excesso de peso das mochilas é determinar que as mochilas tragam o aviso de que crianças não devem carregar mais do que 10% de seu peso. Haver estímulo para que a confecção de blocos e cadernos seja com papel de menor gramatura e capa fina. Assim como as editoras adotarem o uso de papel de menor gramatura na impressão de livros e publicações oficiais adotados pelas escolas. As escolas poderiam estabelecer horários para as disciplinas considerando não somente a disponibilidade dos professores como também a distribuição do peso na mochila do aluno a cada dia de aula. Os estabelecimentos deveriam optar por rampas ou elevadores de acesso em substituição às escadas, o que estimularia a adoção, por parte dos alunos, da mochila de rodinhas.
Dicas para aliviar o peso da mochila
- Coloque as coisas mais pesadas junto às costas da criança, ou seja, na parte de trás da mochila.
- Disponha os livros e outros materiais de uma maneira que não fiquem soltos lá dentro, provocando movimentos de desequilíbrio.
- Olhe o que o seu filho leva para a escola e certifique-se de que é o material necessário para as atividades rotineiras.
- Nas mochilas com rodas é preciso cuidado com a alça do carrinho, que deve estar a uma altura apropriada. As costas da criança devem estar retas ao puxá-la.
- Para quem optar por mochilas com rodinhas, a alça deve estar a uma altura adequada para a criança ou o jovem, permitindo que seja puxada com uma postura correta, com as costas retas.
- Ajuste as correias das costas e ombros de modo que a mochila se adapte totalmente às costas da criança, ficando encostada e sem folga. Uma mochila solta nas costas pode puxar o corpo para trás e forçar os músculos, além de fazer a criança curvar os ombros para facilitar o equilíbrio da pasta sem apoio.
- O fundo da mochila deve ficar apoiado na curva da zona lombar. Nunca deve ficar a mais de 10 centímetros abaixo da região da cintura da criança.
Assessoria de Imprensa: Vera Lúcia Ramos
Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.br/noticia.asp?busca=sim&id=7187